A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realiza na próxima sexta-feira (18) o 1º Seminário de Esporotricose e Leishmaniose. A atividade será realizada no período da manhã, das 8 às 13 horas, no Bloco Cultural, na Praça dos Emancipadores, s/nº. Sob coordenação do Serviço de Controle de Zoonoses, o seminário é voltado para profissionais da Saúde, Vigilância em Saúde e Agentes de Combate às Endemias, e profissionais ligados ao Meio Ambiente. As duas doenças são causadas por agentes infecciosos distintos, mas causam feridas e úlceras na pele parecidas entre si, o que dificulta o diagnóstico clínico.
Programação – A abertura começa às 8 horas e a primeira parte, dedicada a aspectos médicos, acontece das 8h30 às 10 horas, com os seguintes temas: “Epidemiologia e Clínica da Esporotricose e da Leishmaniose” – com o infectologista e professor da Faculdade de Medicina da Universidade São Judas Tadeu (USJT), Evaldo Stanislau Affonso de Araújo; “Diagnóstico Laboratorial da Esporotricose e Leishmaniose” – com a professora da USJT Ana Paula Freitas; e “Terapia Ambulatorial da Esporotricose e Leishmaniose”, este com o professor da USJT André Cortez. Ao final, os palestrantes participam de uma mesa redonda.
Após o intervalo, seguem os temas: “Aspectos do Aquecimento Global – One Health e a Esporotricose/Leishmaniose” – com as professoras da USJT Laura Cecatto e Tiana Moreira; “Vetores, vigilância e aspectos epidemiológicos” – com Maria de Fátima Domingos, do Instituto Pasteur e da SUCEN (Superintendência de Controle de Endemias); “Educação em Saúde para esporotricose e leishmaniose” – com Márcia Regina Delgado, do GVE-Santos; e “Aspectos operacionais do manuseio da Esporotricose e Leishmaniose”, com Renata Moreira F. Azevedo, do Serviço de Controle de Zoonoses de Cubatão. Após as apresentações, ocorre nova mesa redonda.
DIFERENÇAS – A Esporotricose é uma micose subcutânea crônica provocada por fungos do gênero Sporothrix e é transmitida por meio de traumas na pele com material vegetal contaminado ou pelo contato com arranhões, mordidas ou secreções de gatos infectados. Começa com um pequeno caroço (nódulo) que pode virar uma ferida ou úlcera, muitas vezes formando uma linha de novos caroços subindo pelo braço ou perna (acompanhando os vasos linfáticos).
A Leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania. É transmitida pela picada de insetos pequenos chamados flebótomos ou mosquitos-palha. Apresenta-se tipicamente como uma úlcera na pele com bordas elevadas e fundo granuloso, de evolução lenta.
Por: Secom Cubatão-SMS/AA
Foto: Secom Cubatão/Divulgação



